"A leitura do mundo precede a leitura da palavra." "Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem." "Língua Gosto de sentir a minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódias E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade (...)"

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Inscrições para vagas em instituições federais no meio do ano começam nesta quarta-feira (15/06)




Os candidatos ao ingresso na educação superior pública por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já podem obter, pela internet, informações sobre número de vagas, instituições de ensino participantes e regras do processo seletivo do segundo semestre deste ano. Desenvolvido pelo Ministério da Educação, o Sisu é usado por instituições públicas de educação superior para selecionar candidatos com base na nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Todas as informações sobre a seleção estão no novo portal do sistema.

As inscrições terão início nesta quarta-feira, 15, às 6h, e serão encerradas às 23h59 de domingo, 19. Podem fazê-las os estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010 e obtiveram nota, mesmo que mínima, na redação.

A seleção unificada no segundo semestre oferece 26.336 vagas em universidades federais e estaduais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia. O sistema reúne 19 universidades federais e quatro estaduais; 23 institutos federais e dois centros federais de educação tecnológica. O número de vagas desta edição supera em 59% o do segundo semestre de 2010, quando 35 instituições ofereceram 16 mil vagas.

Na nova página eletrônica do Sisu, os estudantes podem também recuperar o número de inscrição e a senha do Enem 2010, necessários para a inscrição na seleção unificada.


domingo, 12 de junho de 2011

DIA DOS NAMORADOS!




Ao meu eterno "Namorido": Rogério Lopes - Amo-te muito, meu único e verdadeiro amor!!!

Quando já não tinha espaço pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer acomodei
Minhas danças os meus traços de chuva
E o que e estar em paz
Pra ser minha e assim ser sua
Quando já não procurava mais
Pude em fim usar os teus vestidos d'água
Me atirar tranqüila daqui
Lavar os degraus os sonhos e as calçadas
E assim no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no seu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver

Quando já não tinha espaço pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer acomodei
Minha dança os meus traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser tua
Quando já não procurava mais
Pude em fim usar os teus vestidos d'água
Me atirar tranqüila daqui
Lavar os degraus os sonhos e as calçadas
E assim no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no seu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver

E assim no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver

Nada do que eu fui me veste agora
Sou toda gota
Que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra sua boca
E mesmo que em ti me perca
Nunca mais serei aquela
Que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela

Quando já não procurava mais
Pude em fim usar os teus vestidos d'água
Me atirar tranqüila daqui
Lavar os degraus os sonhos e as calçadas
E assim no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver
E assim no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver
de se deixar viver
de se deixar viver
de se deixar viver
de se deixar viver

(Música "Quando fui chuva" de Luís Kiary e Caio Soh, Intérprete: Maria Gadú)









Quando fui chuva Maria Gadu (legendado)

domingo, 5 de junho de 2011

Ivete Sangalo - Não Quero Dinheiro (Maracanã - DVD Rip)

Interpretação Textual com música

Atividades com Música.
Gramática: Verbos no Presente do Indicativo verbos querer e pedir.

“Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”

Composição: Tim Maia


_________ para ver se você vem

Não te troco nessa vida por ninguém

Eu te amo!

Eu te _______ bem

Acontece que na vida a gente tem

Que ser feliz por ser amado por alguém

Eu te amo

Eu te _______, meu amor!

A semana inteira fiquei esperando

Pra te _____ sorrindo

Pra te ver cantando

Quando a gente ama não _______ em dinheiro

Só se quer amar

Se _____ amar

Se quer amar

De jeito maneira

Não ______ dinheiro

Quero amor sincero

Isso que eu ______

Digo ao mundo inteiro

Não quero dinheiro

Eu só ______ amar!

Vou pedir pra você _______

Vou pedir pra você _______

Eu te amo

Eu te quero bem

Vou pedir pra você me ______

Vou pedir pra você _______

Eu te amo

Eu te adoro, meu amor!

Sobre a Música

1) Qual é o tema que envolve a música?Explique-o.

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2)Na letra da música qual é a necessidade que a gente tem na vida ?

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3)Quanto tempo você ficou esperando e o que ou quem você esperou?

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4)O verbo querer aparece muitas vezes na letra da música. O que se quer?

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Sobre a Língua

1)Selecione e copie os verbos que aparecem na música.

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2)Escreva de outra maneira a frase “ De jeito maneira”.

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Na sua opinião dentro do tema da música.

1)O que você quer do outro ?_________________________________________

2)O que você nao quer do outro?______________________________________

Vamos escrever!!

Alguma vez você já esteve em alguma situaçao parecida com está “Vou pedir pra você..”

Créditos: Professora, Deisy Chagas PLE
A Regreção da redassão


“Semana passada recebi um telefonema de uma senhora que me deixou surpreso. Pedia encarecidamente que ensinasse seu filho a escrever:
_ Mas, minha senhora –desculpe-me -, eu não sou professor.
_ Eu sei. Por isso mesmo. Os professores não têm conseguido muito.
_ A culpa não é deles. A falha é do ensino.
_ Pode ser, mas gostaria que o senhor ensinasse o menino. O senhor escreve muito bem.
_ Obrigado – agradeci -, mas não acredite muito nisso. Não coloco vírgulas e nunca sei onde botar os acentos.
A senhora precisa ver o trabalho que dou ao revisor.
[...]
Comentei o fato com um professor, meu amigo, que me respondeu:” Você não deve se assustar, o estudante
brasileiro não escrever. Passei a observar e notei que já não se escreve em portas de banheiros, em muros, em paredes. [...]
_ Quer dizer –disse a um amigo enquanto íamos pela rua –que o estudante brasileiro não sabe escrever? Isto é ótimo para mim. Pelo menos diminui a concorrência e me garante o emprego por mais dez anos.
_ Engano seu – disse ele. – A continuar assim, dentro de cinco anos você terá que mudar de profissão.
_ Por quê? Espantei-me. – Quanto menos gente sabendo escrever, mais chances eu tenho de sobreviver.
_ E você sabe por que essa geração não sabe escrever?
_ Sei lá – dei com os ombros -, vai ser que é porque não pega direito no lápis.
_ Não, senhor. Não sabe escrever porque está perdendo o hábito da leitura. E quando o perder completamente, você vai escrever para quem?
_ Taí um dado novo que eu não havia considerado. Imediatamente pensei quais as utilidades que teria um jornal no futuro: embrulhar carne? Então vou trabalhar num açougue.[...] Imaginei-me com uns textos na mão, correndo pelas ruas para oferecer às pessoas, assim quem oferece hoje bilhete de loteria:
_ Por favor amigo, leia – disse, puxando um cidadão pelo paletó.
_ Não, obrigado. Não estou interessado. Nos últimos cinco anos a única coisa que leio é a bula de remédio. [...]
_ E o senhor, vai? Leva três e paga um.
_ Deixa eu ver o tamanho – pediu ele.
Assustou-se com o tamanho do texto.
_ O quê? Tudo isso? O senhor está pensando que sou vagabundo? Que tenho tempo pra ler tudo isso? Não dá para resumir tudo em cinco linhas? [...]
Não há dúvidas: o estudante brasileiro não sabe escrever. Não sabe escrever porque não lê. E não lendo, também desaprende a falar [...]
[...] Os estudantes não escrevem, não leem, não falam, não pensam. Tudo isso me faz pensar que estamos muito mais perto do que se imaginava da Idade da Pedra. A prosseguir nessa gravação, ou a regredir nessa progressão, não demora muito, estaremos todos de tacape na mão reinventando os hieróglifos. Neste dia, então, a palavra escrever ganhará uma nova grafia: ex-crever.”

(NOVAES, Carlos Eduardo. Os mistérios do aquém. 2a edição. Rio de Janeiro: Nórdica,1976)



INTERPRETANDO O TEXTO


1. A leitura do Texto “A Regreção da redassão” autoriza a formulação das seguintes afirmações. Analise-as.

I. Há uma certa crítica em relação às dificuldades dos alunos e das pessoas de modo geral em escrever, apontada no título.
II. As palavras do título são utilizadas de forma gramaticalmente incorretas sem expressar nenhum sentido no
texto.
III. Trata-se de um texto narrativo, mas não é uma crônica.
IV. Este texto é uma crônica que apresenta um enredo contendo diálogos entre o narrador e vários personagens.

A afirmativa é verdadeira nos itens

A) I e IV, apenas. B) I, II e III, apenas. C) I, II e IV, apenas. D) I e II, apenas. E) I, II, III e IV.

2. Leia o Texto “A Regreção da redassão” e procure apreender os pontos centrais de seus objetivos comunicativos e textuais.

I. Ao trabalhar o modo de organização discursiva, o autor explicita as características do gênero textual utilizado.
II. O autor aborda, com humor, a dificuldade das pessoas em escrever.
III. O autor faz uma crítica aos alunos que não lêem e, assim, ficam com o vocabulário comprometido, pois
conhecem poucas palavras, expressam-se mal e não organizam as idéias com clareza e coesão.
IV. Ao trabalhar o modo de organização discursiva, o autor estrutura cada parágrafo para que o leitor possa
compreender o texto e identificar as características do gênero textual utilizado.

A afirmativa é verdadeira nos itens

A) I e IV, apenas. B) I, II e III, apenas. C) I, II e IV, apenas. D) II, III e IV, apenas. E) I, II, III e IV.

3. Leia estes fragmentos do Texto e analise o que o autor quis sugerir com a grafia: “ex-crever”.

(...) Não há dúvidas: o estudante brasileiro não sabe escrever. Não sabe escrever porque não lê. E não lendo também desaprende a falar [...]

[...] Os estudantes não escrevem, não lêem, não falam, não pensam. Tudo isso me faz pensar que estamos muito mais perto do que se imaginava da Idade da Pedra. A prosseguir nessa gravação, ou a regredir nessa progressão, não demora muito, estaremos todos de tacape na mão reinventando os hieróglifos. Neste dia, então, a palavra escrever ganhará uma nova grafia: ex-crever.”

Aponte a alternativa correta.

A) Como os alunos não leem, a escrita será algo do passado. Há um comentário de que viveremos de novo na Idade da Pedra e nos comunicaremos através dos hieróglifos.
B) Como os alunos não leem, a escrita será algo do passado, mas aos poucos se vai aprendendo.
C) Como os alunos não leem, a escrita será algo do futuro.
D) Como os alunos não leem, a escrita será objeto de estudo das aulas de Língua Portuguesa.
E) Como os alunos não leem, a escrita será apenas algo do passado, sem perspectiva de futuro e presente.

Gabarito:


1. A
2. E
3. A

O Analfabeto Político - Berthold Brecht



O ANALFABETO POLÍTICO
O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.