"A leitura do mundo precede a leitura da palavra." "Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem." "Língua Gosto de sentir a minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódias E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade (...)"

terça-feira, 3 de maio de 2011

Toda mulher é mãe!


Mesmo que nunca tenha gerado um filho. Mesmo que nunca venha gerá-lo. Toda mulher é mãe.

Primeiro da boneca. Mais tarde do irmãozinho.

Casada, é mãe do marido, antes de sê-lo dos filhos.

Sem filhos, será mãe adotiva ou madrinha.

Entregará a alguém os benefícios do seu amor. Os sobrinhos, os filhos alheios, talvez uma justa causa.

Joana D´Arc foi mãe de sua causa e por ela morreu queimada, como qualquer mãe morreria por seu filho.

Quantas mulheres, que a vida não escolheu para a maternidade de seus próprios filhos, não se tornaram mães das próprias mães? Quantas? Ou do pai ou do avô.

A maternidade é irreprimível. Como uma fonte de água que uma pedra obstrui, ela vai brotar mais adiante.

A freira é filha de Deus, mas numa repetição perpétua do mistério da Virgem, torna-se mãe de Jesus.

Na guerra, a mulher é mãe dos feridos, mesmo que usem outras bandeiras e vistam outro uniforme.

A maternidade não tem fronteiras, não tem cor, não tem preferências. É das poucas coisas que bastam a si próprias. Tem a sua própria religião. Tem a sua própria ideologia. Causa, origem, começo.

Enfim, toda mulher é mãe.

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