"A leitura do mundo precede a leitura da palavra." "Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem." "Língua Gosto de sentir a minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódias E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade (...)"

sábado, 9 de abril de 2011

Fieis e fiéis


Muita gente ainda faz confusão na hora de pôr em prática as novas regras de acentuação e hifenização. E quem pensa que o corretor ortográfico dos computadores resolve todos os problemas está sujeito a decepções.

A maioria dos redatores já aprendeu que ideia perdeu o acento, assim como geleia, plateia, estreia, diarreia, cefaleia e tantas outras palavras paroxítonas cuja sílaba tônica é um ditongo aberto.

É bom estar atento à regra: perderam o acento os ditongos abertos tônicos das paroxítonas, isto é, aqueles que aparecem na penúltima sílaba da palavra. É isso o que explica o fato de “heroico” se escrever sem acento e de “herói” manter o acento. “Heroico” é paroxítona, “herói” é oxítona.

Muito bem. O acento do ditongo aberto das oxítonas, bem como o dos monossílabos tônicos (céu, véu, réu), manteve-se. É por isso que continuam acentuadas palavras como lençóis, anzóis, anéis, pastéis, carretéis, papéis, fiéis, tonéis etc.

A confusão, todavia, é frequente, como se vê no trecho abaixo:

“... milicianos ainda fieis a Gbagbo”

Nenhum corretor eletrônico corrige esse erro. Por que será? É preciso observar que a forma “fieis”, sem acento, é uma das conjugações do verbo “fiar” (que vós fieis – presente do subjuntivo, segunda pessoa do plural) – por esse motivo, o corretor eletrônico não avisa quando alguém se esquece de pôr o acento. É preciso, portanto, ficar atento à regra gramatical e não deixar todo o trabalho para a máquina.

A construção correta seria a seguinte:

... milicianos ainda fiéis a Gbagbo

Esse problema ocorre também com “papéis” (substantivo) e “papeis” (verbo “papar”), “pastéis” (substantivo) e “pasteis” (verbo), entre outros casos.

Muita gente ainda faz confusão na hora de pôr em prática as novas regras de acentuação e hifenização. E quem pensa que o corretor ortográfico dos computadores resolve todos os problemas está sujeito a decepções.

A maioria dos redatores já aprendeu que ideia perdeu o acento, assim como geleia, plateia, estreia, diarreia, cefaleia e tantas outras palavras paroxítonas cuja sílaba tônica é um ditongo aberto.

É bom estar atento à regra: perderam o acento os ditongos abertos tônicos das paroxítonas, isto é, aqueles que aparecem na penúltima sílaba da palavra. É isso o que explica o fato de “heroico” se escrever sem acento e de “herói” manter o acento. “Heroico” é paroxítona, “herói” é oxítona.

Muito bem. O acento do ditongo aberto das oxítonas, bem como o dos monossílabos tônicos (céu, véu, réu), manteve-se. É por isso que continuam acentuadas palavras como lençóis, anzóis, anéis, pastéis, carretéis, papéis, fiéis, tonéis etc.

A confusão, todavia, é frequente, como se vê no trecho abaixo:

“... milicianos ainda fieis a Gbagbo”

Nenhum corretor eletrônico corrige esse erro. Por que será? É preciso observar que a forma “fieis”, sem acento, é uma das conjugações do verbo “fiar” (que vós fieis – presente do subjuntivo, segunda pessoa do plural) – por esse motivo, o corretor eletrônico não avisa quando alguém se esquece de pôr o acento. É preciso, portanto, ficar atento à regra gramatical e não deixar todo o trabalho para a máquina.

A construção correta seria a seguinte:

... milicianos ainda fiéis a Gbagbo

Esse problema ocorre também com “papéis” (substantivo) e “papeis” (verbo “papar”), “pastéis” (substantivo) e “pasteis” (verbo), entre outros casos.


Por Thaís Nicoleti

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