"A leitura do mundo precede a leitura da palavra." "Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem." "Língua Gosto de sentir a minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódias E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade (...)"

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Aluísio Azevedo


Nasceu em São Luís do Maranhão, em 1857. Depois de seus primeiros estudos, dedicou-se ao comércio, como caixeiro. Com quatorze anos, estudou pintura no Liceu Maranhense, mas não concretizou seus objetivos neste campo artístico. Iniciou na imprensa como caricaturista de “O Fígaro” e, em 1878, é obrigado a voltar a São Luís devido à morte do pai. Nessa época, publicou o romance Uma Lágrima de Mulher, ainda de inspiração romântica. As leituras de Zola e Eça mostram-lhe um novo caminho. Em 1881, publicou, então, O Mulato, com o qual inaugurou o Naturalismo na literatura brasileira. O romance provocou violenta reação na sociedade maranhense, coagindo-o a retornar ao RJ. Dessa fase em diante, dedicou-se à literatura e à imprensa, publicando romances, escrevendo folhetins e contos na imprensa, ou redigindo peças teatrais junto com o irmão Artur. Dedicou-se depois pela carreira diplomática e consular. Aprovado em concurso, é nomeado para o cargo de vice-cônsul em Vigo, Espanha. Fora do Brasil, abandonou a carreira de escritor, deixando apenas um livro como registro de suas viagens pelo Oriente. Faleceu em Buenos Aires, em 1913.

Na carreira literária de Aluísio Azevedo, distinguimos duas fases: a composição de obras para a imprensa, com o intuito de se sustentar na vida modesta e sem recursos, e a produção de verdadeiras obras-primas em que se encontram os romances de intenção artística, quando adere ao espírito naturalista e passa a analisar o comportamento da sociedade burguesa.

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